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Governo Federal envia resposta sobre manifestação indígena em Santarém, mas protesto continua

Governo Federal envia resposta a indígenas do Rio Tapajós O governo federal enviou uma resposta oficial às mobilizações realizadas por povos indígenas em ...

Governo Federal envia resposta sobre manifestação indígena em Santarém, mas protesto continua
Governo Federal envia resposta sobre manifestação indígena em Santarém, mas protesto continua (Foto: Reprodução)

Governo Federal envia resposta a indígenas do Rio Tapajós O governo federal enviou uma resposta oficial às mobilizações realizadas por povos indígenas em Santarém, no oeste do Pará, mas os manifestantes afirmam que o protesto seguirá por tempo indeterminado. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A manifestação ocorre em frente à empresa Cargill e está relacionada a reivindicações contra o Decreto nº 12.660/2025, que trata de estudos para a concessão da Hidrovia do Rio Tapajós. Segundo que, o presidente do Conselho Indígena Tapajós–Arapiuns (CITA), Lucas Tupinambá, informou à TV Tapajós, a proposta apresentada pelo governo não atende integralmente às demandas dos povos indígenas. Ele reforçou que a desocupação do local só ocorrerá após uma medida concreta publicada no Diário Oficial da União. “A gente só vai sair da Cargill após a publicação no Diário Oficial da revogação, já que eles não querem de forma integral, mas pelo menos a emenda no Decreto nº 12.600/2025, com a retirada do Rio Tapajós e a entrada da condicionante da consulta livre, prévia e informada pro Tocantins e pro Madeira”, afirmou Lucas Tupinambá. Em nota, o governo federal informou que enviou representantes a Santarém para dialogar com os manifestantes e apresentar propostas relacionadas à pauta da mobilização, com acompanhamento do Ministério Público Federal (MPF). O governo reiterou ainda o compromisso firmado durante a COP30 de que qualquer empreendimento ligado à Hidrovia do Rio Tapajós será precedido de consulta livre, prévia e informada, conforme determina a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Assembleia de indígenas para preparação de contraproposta ao governo federal acerca do decreto 12.600 Luiz Henrique Nunes/g1 O governo esclareceu também que as obras de dragagem anunciadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos são consideradas ações de rotina, realizadas em outros anos, com o objetivo de garantir a navegabilidade do rio durante o período de seca. De acordo com o comunicado, essas obras não estariam diretamente relacionadas aos estudos de concessão previstos no decreto. Como parte do processo de negociação com os povos indígenas, o governo federal anunciou três medidas principais: a suspensão do Pregão Eletrônico nº 90515/2025, que previa a contratação de empresa para o Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária na Hidrovia do Tapajós; a criação de um Grupo de Trabalho Interministerial, com participação de representantes indígenas, para discutir os processos de consulta; e a apresentação de um cronograma para a realização da consulta livre, prévia e informada sobre a concessão da hidrovia. A nota é assinada pelos ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República; Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos; e Sônia Guajajara, do Ministério dos Povos Indígenas. Apesar do anúncio das medidas, lideranças indígenas afirmam que o movimento seguirá até que as reivindicações sejam atendidas de forma concreta, com alterações formais no decreto. VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região